11 de julho de 2013


Um mesmo objeto, olhares distintos.


Vocês já devem ter visto ou ouvido por aí aquelas campanhas publicitárias pela real beleza. Não tenho certeza, mas creio que tenha surgido lá pelo início dos anos 2000 essa onda de propagandas que buscam valorizar as mulheres como elas são, fugindo de estereótipos e tal. 

Ou seja, a ideia não é nova. E as ideias não precisam ser originais o tempo todo, por favor! Vamos abandonar o pensamento arcaico de que ser inovador/ criativo significa ter, a todo momento, ideias jamais imaginadas. A ideia já pode existir, e não há problema nisso. Acredito que a inovação deve estar especialmente na expressão dessa ideia, na forma de colocá-la em prática, na sua materialização. 

É aí que me vêm à mente duas campanhas publicitárias recentes que tratam desse assunto que já estamos até cansados de ouvir, a beleza das mulheres "comuns". Mas o que me chamou a atenção foi que ambas apresentam formas criativas de dizer isso, com muita delicadeza e sensibilidade. Formas novas de dizer uma mesma ideia. É o olhar para um objeto idêntico, mas de um novo ângulo totalmente diferente. 

O primeiro filme traz um experiente desenhista de retratos falados e mulheres recrutadas na rua. Nenhuma delas é atriz e elas não sabiam o objetivo final daquela ação. Essas mulheres deveriam descrever sua aparência ao desenhista, obviamente sem que eles se vissem. Logo em seguida, pessoas que conheceram rapidamente essas mulheres as descreviam ao desenhista. E o resultado é surpreendente: a diferença de como essas mulheres se enxergam e como os outros as veem. Uma observação: apesar de ser em inglês, a campanha foi criada pela equipa brasileira da agência Ogilvy.

O segundo vídeo mostra uma ação entre a empresa anunciante e uma rede de cinemas. As pessoas que adquiriram ingressos pela internet podiam gravar um depoimento elogiando a pessoa com quem assistiriam ao filme. E antes que o filme iniciasse... a surpresa. Lindo, lindo. 

Assistindo a esses dois filmes, recupero a minha crença na propaganda brasileira e no potencial criativo do nosso mercado. Às vezes, penso que a fonte esgotou e me decepciono. Mas, não, não está tudo tão perdido assim. 


1 comentários:

Beth disse...


Juli:

Adorei! Parabéns pelo blog, minha nora querida!

Beijão