2 de setembro de 2013


Um sopro de cor e esperança na cidade



Entusiasta da arte urbana e, claro, das múltiplas combinações de cores, eu não poderia deixar de admirar o trabalho da Mademoiselle Maurice. Há quem defina o trabalho dela como "grafitti de origami" e acho que a expressão descreve muito bem. 

A jovem francesa, formada em arquitetura, resolveu morar no Japão. Foi lá que, inevitavelmente, ela se apaixonou pela arte das dobraduras. A originalidade da obra de Maurice, entretanto, não está no origami em si, mas nas combinações que ela cria com cada dobradura, com cada cor. Justamente aí está o seu encantamento: a unidade, isolada, é fundamental, mas a beleza se cria a partir do conjunto de todas essas unidades. Bela ideia, aliás, para iniciar uma reflexão sobre nós enquanto indivíduos e grupos. Mas isso pode ser tema para um próximo post. 

De volta à Mademoiselle Maurice, vejo sua obra como uma área de escape no meio da cidade cinzenta, dura e passageira. Profundamente impactada com os terremotos e explosões na usina nuclear de Fukushima em 2011, Maurice busca desde então inserir sua arte na rotina da cidade, na tentativa de trazer um novo sopro de esperança e renovação a quem passa por ali. 



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