22 de abril de 2014


Recém saiu do forno! Uma peça multicolorida


Em dezembro do ano passado, postei aqui imagens de alguns trabalhos que expus no Bazar +Arte e Cultura na UFRGS, lembram? Uma das peças que mais fez sucesso foi esta caixa com a máquina de costura aí:

Fiquei muito feliz, pois ela conquistou muita gente! E a partir daí surgiram pedidos de vários amigos para terem uma dessas em casa, ou para presentear pessoas queridas. Algumas já estão decorando salas e ateliês por aí, entre elas o modelo abaixo. 


Demorou até chegar a este resultado, é verdade. Mas cada detalhe foi pensado minuciosamente e com carinho. As ideias, vocês bem sabem, não vêm do nada. Para este projeto, a inspiração veio deste linda mesa ao ar livre produzida pela Lucila Zahran Turqueto para a revista Vogue. Lucila é a criadora do blog Casa de Valentina, que é fabuloso e repleto de inspiração. Recomendo tudo! Minha professora Ivete e eu buscamos em cada detalhe uma nova ideia e o resultado esta nesta peço multicolorida. Espero que também inspire vocês!
Foto: Raphael Briest. Via Casa de Valentina
Foto: Raphael Briest. Via Casa de Valentina
Foto: Raphael Briest. Via Casa de Valentina
Foto: Raphael Briest. Via Casa de Valentina
Foto: Raphael Briest. Via Casa de Valentina

14 de abril de 2014


Páscoa sem coelhos? É possível!

Via Pinterest
Conforme o prometido aqui, compartilho com vocês ideias para inspirar uma Páscoa sem tantos coelhos. Não me interpretem mal. Não tenho nada contra eles, pelo contrário. Neste mesmo post que citei, eu explico que adoro os clichês das datas festivas e acho que eles têm o importante papel de nos envolver com conforto e aconchego. Só que repetir as mesmas ideias ano após ano vai tornando a data chata e sem graça, para quem organiza e para quem é convidado. Por outro lado, comprar objetos decorativos novos a cada ano é um exagero e demonstra total falta de senso de simplicidade inteligente e criativa. O mais legal mesmo é sempre se reinventar, como costumo insistir por aqui. 
Via Pinterest
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Via Pinterest
Via Tiny White Daisies
Via Pinterest

Via Pinterest
Claro que não é nada fácil fugir do tema "coelho", ainda mais daquele estilo mais infantil. Dá para perceber, nestas referências que divido com vocês, que há muita flor, afinal a Páscoa cai na primavera no hemisfério norte (as fontes que mais uso são de lá!). Apesar de estarmos no outono por aqui, nada nos impede de caprichar nas flores, particularmente naquelas mais comuns como as margaridas, kalanchoe e violetas. Até as folhas secas que já caíram dão um efeito lindo. Nas imagens, tem muito vaso de cerâmica também, que sempre dá um charme, seja com flores ou como suporte para talheres ou outros objetos. 

As cascas de ovos são uma grande sugestão de decoração. Tem muitas delas nessas ideias, pois é um elemento simples, reutilizado e inusitado. Depois da Páscoa, não precisa guardar e entulhar os armários. Se vocês fizerem alguma receita com ovos nos próximos dias, já sabem: guardem umas casquinhas, lavem e decorem com flores do campo, suculentas, palha e/ou musgo. E outro hit do mundo craft são as caixinhas de ovos como embalagem para os ovos de chocolate ou outras guloseimas. Esse item merece um post à parte, pois existe muuuuuiiiita ideia linda. Aqui, deixo algumas para reutilizarem as caixas que sobrarem dos ovos que vocês utilizarão em breve. Essas caixinhas também podem ser adquiridas em lojas de itens de festa e artesanato.  
Via Pinterest
Via Pinterest
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Foto: Glau Macedo - Quitandoca Fotografia
Foto: Glau Macedo - Quitandoca Fotografia
Foto: Glau Macedo - Quitandoca Fotografia
Foto: Glau Macedo - Quitandoca Fotografia
Foto: Glau Macedo - Quitandoca Fotografia
Via Pinterest

7 de abril de 2014


O bolo de cenoura perfeito e o cachorro traquinas. Não podia dar certo!

Datas festivas são cheias de clichês, certo? Só que eu não vejo problema algum nisso. Natal, festa junina, aniversário de criança, Páscoa. Cada data tem o seu ritual e acho que é exatamente isso que torna cada uma dessas celebrações um momento especial, familiar e aconchegante. Só que há um detalhe fundamental: a graça nessa função toda é, a cada ano, planejar e inserir algo novo ao tradicional. E, assim, o que era para ser repetição se torna uma reinvenção.

Como é época de Páscoa (que é, aliás, a data mais importante entre as celebrações cristãs. Não nos esqueçamos!), estou quebrando a cabeça e cansando os olhos atrás de ideias que remetam à data, mas que justamente não fiquem apenas nos coelhos infantis e tal. Difícil missão, mas sigo firme, pois meu propósito é compartilhar com vocês sugestões para um almoço de Páscoa lindo, simples e com quem a gente ama perto. 

Enquanto não encontro os toques de reinvenção que procuro, fiquemos, então, nos clichês! Se é Páscoa, é época de bolo de cenoura (também). Adoro bolo de cenoura com chocolate, só que sempre foi o meu calcanhar de Aquiles no mundo da confeitaria. Que dificuldade em achar uma receita que não virasse um tijolão com um leve sabor de cenoura. Todo mundo compartilhava a sua receita dizendo ser maravilhosa e nada. A teimosia foi tanta que não desisti. E, por fim, encontrei a combinação perfeita. Depois dessa, nunca mais um bolo de cenoura batumado. A receita é do blog queridíssimo que já comentei aqui, o Com uma Pitada de Açúcar, só que fiz algumas pequenas alterações. A receita é de família e, portanto, infalível. O toque de iogurte deixa mais especial.

Por aqui, este bolo fez um grande sucesso desde a primeira vez que fiz. Aliás, sucesso até com quem não deveria. Me distraí por alguns minutos e, quando olhei para o bolo recém terminado, ele estava todo roído! Interroguei todos que estavam em casa e nada! A resposta estava nos bigodes dessa Shih Tzu traquinas da minha mãe:
A Lilica sentada à mesa, esperando o bolo de cenoura. E qualquer outra coisa de comer.
Bolo de Cenoura e Iogurte

Ingredientes:

2 cenouras médias descascadas e cortadas em pedaços pequenos*
2 e 1/4 xícaras de açúcar cristal
1/2 xícara de óleo de canola*
1/2 xícara de iogurte (eu usei um de cenoura mesmo)
4 ovos
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 e 1/2 xícaras de farinha de trigo

Modo de preparo

1. Pré aqueça o forno a 180 graus. Unte 2 formas de buraco no meio com manteiga e polvilhe com farinha de trigo. Reserve.

2. Peneire o fermento em pó com a farinha de trigo e reserve em um bowl. No liquidificador bata a cenoura com o açúcar, o óleo, o iogurte e os ovos até obter uma mistura bem homogênea. Retire do liquidificador e coloque a mistura em uma tigela grande. Acrescente aos poucos os ingredientes secos com movimentos envolventes até que esteja bem misturado. Cuidado para não mexer demais...isso pode deixar o seu bolo duro. 

3. Distribua a massa na assadeira previamente preparada e leve ao forno pré aquecido por mais ou menos 40 minutos, ou até que ao fazer o teste do palito o mesmo saia limpo. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.

4. A cobertura foi de negrinho. Eu acho que bolo de cenoura sem um chocolatinho tem só 50% da graça.


*Na receita original, eram 3 cenouras médias e 1 xícara de óleo. Optei em reduzir para não render tanta massa e ficar mais leve. 

1 de abril de 2014


Reis, conquistas, arroz-doce e chocolate: como o açúcar mudou a História.



Sou do time que ama livros. Gosto daqueles que nos transportam para longe e que não nos soltam mais. Sou fã também (é claro!) dos de gastronomia, que sempre me encantaram pelas belas imagens. Tem os de fotografia, de moda, de arte. Enfim, as prateleiras estão lotadas.

De dentro deste universo incrível, volta e meia surgem preciosidades como o Mil-folhas - História Ilustrada do Doce, da jornalista e tradutora Lucrecia Zappi (Cosac Naify, 2010). Oficialmente, é para ser um livro infanto-juvenil, mas não resisti. De vez em quando, capturo ele e dou uma espiada. Não é um livro de receitas, mas trata disso também. Não fala somente de História, mas poderia ser incluído nessa categoria. Poderia estar, tranquilamente, no meio das fábulas infantis. 

Com ilustrações belíssimas, Lucrecia reconta a história dos doces, fazendo um paralelo com a trajetória de importantes civilizações e sociedades. É, na verdade, um livro para os curiosos. O que os famosos biscoitinhos da sorte têm a ver com a guerra na China, entre os mongóis e a dinastia Ming? E qual a relação entre os deliciosos alfajores argentinos com a cultura árabe? E o que têm a ver as freiras dos conventos portugueses com os famosos doces à base de ovos?

Chocolate, pão-de-ló, reis, soldados, pudins, chantili. Percorrer este caminho de encanto é se surpreender com a dimensão da influência do doce em tantas e tão distintas culturas. Se, hoje, o açúcar é visto como um grande vilão, com Mil-folhas a gente aprende que ele é um dos grandes protagonistas que mudaram os rumos da História.